23 fevereiro 2013

"Grândola Vila Morena" - O "Harlem Shake" Nacional Contra Injustiças Quotidianas


 Caro Leitor, decerto que já lhe aconteceu ter aquele problema de não conseguir esquecer uma musica depois de a ouvir repetidamente... Pois bem, é desse mesmo problema que estou a sofrer neste momento...

 (Por acaso o leitor não conhece algum medicamento contra isto, não?)

 Mas para variar, desta vez a culpa não é da rádio estar sempre a passar a mesma musica, é da televisão que insiste na repetição de reportagens em que pessoas "desatam" a cantar "Grândola Vila Morena".


 Sejam crianças, adolescentes, adultos ou idosos, a moda do "Grândola Vila Morena" impôs-se no nosso país independentemente da idade... É o fenómeno "Harlem Shake" à portuguesa. E tal como qualquer adaptação nacional de um fenómeno de sucesso no estrangeiro, não ficou nada de jeito...

 O "Harlem Shake" faz as pessoas fazer figuras tristes a dançar, o "Grândola Vila Morena" fá-las fazer figuras tristes a berrar gritar.

 Em apenas alguns dias, "Grândola Vila Morena" evoluiu o seu estatuto de "Música de Intervenção" ao tornar-se a chave de uma Campanha Nacional Anti-Injustiças:

Contra as más decisões do governo - GRÂNDOLA VILA MORENA!
Face ao aquecimento global - GRÂNDOLA VILA MORENA!
Contra os pais que não deixam os filhos sair à noite - GRÂNDOLA VILA MORENA!
Contra as desculpas esfarrapadas de mulheres que alegam "Dores de Cabeça" para negar a prática de actividade sexual aos seus maridos - GRÂNDOLA VILA MORENA!

 Por isso é assim, Leitor: ou clica imediatamente no botão "Seguir" e partilha estas teorias nas redes sociais, ou eu garanto-lhe que desato a cantar esta musica. Espere... Isto é um blogue, não é? Não há transmissão de som, pois não... Hum... Então vamos esquecer este ultimo parágrafo... Eu podia apagá-lo, mas isso daria demasiado trabalho. Limite-se apenas a esquecê-lo, pode ser? Excepto a parte de partilhar e seguir as Teorias...

 Talvez esta história de "Grândola Vila Morena" para combater injustiças esteja a ir longe de mais...

17 fevereiro 2013

Boa Tarde, era um Hamburguer de Cavalo se faz favor

  Nos dias que correm não podemos confiar em nada nem ninguém. Nem sequer no nosso próprio almoço...

  Quando pensamos estar a saborear uma bela e deliciosa lasanha de carne de Vaca... estamos na realidade a comer carne de cavalo!

 

 A União Europeia já está a tomar medidas para resolver o problema. Uma delas é realizar testes de ADN aos produtos.

 Agora imagine o cenário: um pouco por toda a Europa, técnicos do género do "CSI" a visitar McDonalds e outros restaurantes, com aqueles seus "kits" todos científicos, a esfregar cotonetes em todos os hambúrgueres e lasanhas que encontram à frente...

 Mas ainda bem! Ao menos assim conseguem descobrir quem foi o malvado hambúrguer que matou duas bolonhesas a semana passada só para lhes roubar o esparguete! Já não há respeito por ninguém, nem sequer no mundo dos víveres!

10 fevereiro 2013

Falamos Português ou Quê?

 Hoje acordei com uma imensa vontade de criticar... Há dias assim... A quem é que nunca aconteceu acordar de manhã com uma intensa vontade de fazer qualquer coisa disparatada? É perfeitamente normal... Não? Hum... Ok. Talvez seja problema meu...

 Enfim, após uma curta reflexão veio-me à ideia a língua Portuguesa... Ou melhor, o que os linguistas fazem dela...

 Não é que eu tenha algo contra a minha língua, pelo contrário, acho-a das melhores línguas que existem. Principalmente no que toca às papilas gustativas... (Mas que estúpido trocadilho com o duplo sentido da palavra "língua", hein...).

 Onde é que eu ia? Ah sim, a língua, ou melhor, a língua portuguesa, para evitar momentos infelizes como o anterior...



 Ninguém pode dizer que o Português é simples, porque não o é de todo. Mas é a complexidade da língua portuguesa que a torna tão especial. No entanto há alguns limites.

 A interpretação de obras de autores portugueses torna-se por vezes muito mais complexa do que qualquer cálculo matemático. Isto graças à pequena grande tendência que os "mestres" do Português têm de ir demasiado além do que o que está escrito.

 É verdade que qualquer leitor deve saber "ler nas entrelinhas". Devemos ter a capacidade de interpretar metáforas, comparações e outros recursos que nos permitam descobrir o que é dito implicitamente, mas só até certo ponto.

 Existe uma distinção entre aquilo que o autor realmente queria transmitir implicitamente e aquilo que os "masters" da linguística interpretam de forma, por vezes, paranóica. Ponhamos um exemplo:

Naquela escura tarde de outono, o céu encheu-se de nuvens negras...

 O que quer isto dizer? Provavelmente estava para vir uma grande chuvada, quem sabe com alguns trovões, nada mais... Isto no ponto de vista de um leitor normal como eu ou como você, meu leitor. (Bom, talvez eu não seja um bom exemplo de normalidade). 

 No entanto, para um "especialista" da língua, isto simboliza um leque sentimentos que a personagem estava a viver. Uma tristeza profunda, uma solidão imensa, uma mágoa intensa, uma culpa imperdoável, um desespero enorme, uma dor que... BASTA!
 Decerto que as nuvens negras que enchiam o céu são explicadas pelo encontro de uma massa de ar frio com uma massa de ar quente, como o poderá confirmar o Instituto Português do Mar e da Terra, e nada terá a ver com o estado de espírito do personagem.

 Por essa ordem de ideias o sol jamais brilharia em Portugal, pelo menos enquanto a crise durasse.

 Enfim, ao que eu quero chegar é: parem de ver metáforas e analogias onde elas não existem!

03 fevereiro 2013

Vamos jogar ao "Descubra Quem é o Ladrão"

 Pensemos na seguinte situação: um assalto à mão armada a uma loja; duas pessoas apenas: o assaltante e o funcionário da loja.

 Agora proponho-lhe, leitor, a seguinte adivinha:
 Qual dos dois intervenientes proferiu a seguinte frase:
«Por favor, não me faça mal! Deixe-me ir... Eu tenho esposa e filhos.»

 Pense bem... Então, já pensou? Pois bem, a resposta correta é... O assaltante!


 É verdade... Quer uma prova de que eu não estou doido? Pois veja a fotografia acima. (Não é exactamente uma prova de que eu não estou doido. A foto confirma apenas que não estou a mentir. Quanto à minha sanidade mental, isso são outros assuntos)

 O funcionário, depois de uma pequena disputa, dá-se com o ladrão a chorar-lhe no ombro implorando por misericórdia... Talvez por benevolência ou por pena da figura ridícula o funcionário acaba por tentar acalmar o assaltante que, num pranto infindável, apoiava a sua cabeça no obro no homem a quem à poucos segundos tinha apontado uma faca.

 Pouco depois a vítima (que ironicamente se tornou o agressor) pede ao inconsolável ladrão que se sente para se tentar acalmar oferecendo-lhe até um lenço para limpar as lágrimas

 Este foi um assalto que acabou com um final feliz. Ou quase... O funcionário acabou por chamar a polícia, e o ladrão foi detido. 

 Mas tudo acabou em bem e hoje, o ladrão e o funcionário são dois bons "compinchas". Tornaram-se amigos no Facebook, trocam presentes no FarmVille, e todos os Sábados à noite juntam as suas famílias numa grande jantarada com churrasco que dura até altas horas.

-E daquela vez que eu te quis assaltar, hein?
-Ah, bons tempos! Eu a dar-te com o taco de Baseball e tu a implorares-me que parasse..
-Eh, pá. Pois foi! Se fosse hoje não pensaria duas vezes e espetava-te logo a faca no bucho...

 Bom, talvez toda esta história de eles terem ficado amigos e de jantarem juntos seja um pouco exagerada... Mas diga lá que não seria engraçado. Pensando bem, talvez não fosse assim tão engraçado...